Cais da Pedra e Cais Real. Planos Joaninos para a Marinha de Lisboa Ver maior

CAIS DA PEDRA E CAIS REAL. Planos Joaninos para a Marinha de Lisboa

Autora: Alexandra de Carvalho Antunes

Editora: Canto Redondo

Encadernação: Capa com badanas

Dimensões: 15 x 23 cm

Páginas: 96

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16,90 €

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TEMAS TRATADOS .

Os diversos cais, projectados e/ou construídos em pedra, no Terreiro do Paço antes do grande terramoto de 1755, desde D. Manuel, incluindo os planos traçados por Carlos Mardel e Custódio Vieira; . Os planos de D. João V para a zona ribeirinha de Lisboa, desde Xabregas a Belém, incluindo o projecto do arq. Carlos Mardel, parcialmente realizados; . O cais, semelhante ao Cais das Colunas, construído em Belém, em frente do actual Palácio de Belém, dois anos antes do terramoto e demolido no fim do século XIX; É um prelúdio para o livro monográfico sobre o Cais das Colunas – que abordará a Lisboa reconstruída por Pombal/D. José I, D. Maria I e D. João VI.

EXCERTO DA INTRODUÇÃO

"A cidade de Lisboa formou-se e desenvolveu-se em estreita ligação com o rio Tejo. O Tejo é fonte de riquezas e de progresso desde os tempos em que, pertencendo ao Império Romano, era Olisipo – um dos mais importantes portos marítimos da Lusitânia e da Galécia. A dependência da cidade, e das suas gentes, do seu rio foi consolidada a partir do período medieval e confirmada com a deslocação do paço, por D. Manuel I, para o terreiro ampliado na cidade baixa. Esta mudança, geradora do termo Terreiro do Paço, enobreceu a margem do rio e veio fomentar a necessidade de construção de estruturas portuárias adequadas à crescente actividade mercantil. Desde cedo se tornou evidente, igualmente, a necessidade de dotar a zona ribeirinha – a marinha – de condições próprias para a chegada e partida de pessoas, condicentes com a sua real dignidade. (...) O presente estudo decorre da investigação, em curso, sobre o Cais das Colunas. (...) é propósito da presente publicação estabelecer, na medida do possível, e com um nível de investigação aprofundado, tanto quanto nos foi permitido, os diferentes nexos dessa evolução desde a Idade Média. Ambicionou-se fazer uma obra séria, circunstanciada e clara. Gostaríamos que todo o amante de Lisboa, ao percorrer o litoral, possa entender o imenso encanto desta evolução tornada mais inteligível, assim o desejamos, pelos textos analíticos e descritivos aqui apresentados e pelo seu complemento iconográfico. Este trabalho deverá ser entendido como um rebate para uma fortuna inestimável que urge (re)conhecer e valorizar. Se este desiderato for cumprido, terá sido satisfeita a nossa obrigação de divulgar o resultado das investigações empreendidas e de ter contribuído para uma melhor percepção de uma riqueza patrimonial – a zona ribeirinha – que tanto distingue e enobrece Lisboa."

ÍNDICE

Prefácio | Introdução | cap. 1. O Terreiro do Paço da Ribeira e o(s) cais da pedra. Os caes da pedra de Custódio Vieira e de Carlos Mardel | cap. 2. Os planos joaninos de um caes que se pode fazer pela marinha adjacente a esta cidade. O caes novo de Carlos Mardel | cap. 3. O caes real, na praça de Bellem | cap. 4. Considerações finais. Acerca da precisão de construção de um cais, não efémero, para desembarques régios no Terreiro do Paço | Ilustrações | Anexos | Fontes e bibliografia | Índice das ilustrações, créditos EXCERTO DO PREFÁCIO "Trata-se de um um valioso contributo histórico, iconográfico e crítico sobre um tema que é caro ao magno campo da Olisipografia, sempre ávido de novas contribuições e visionamentos sobre a imagem da cidade (...), um importante contributo para a história da cidade de Lisboa e da sua faixa ribeirinha, que põe em relevância os méritos pluridisciplinares em que se ancora: a visão do Urbanismo e da Arquitectura da Cidade aliada à da História da Arte, à expressão memorial da Olisipografia propriamente dita e, enfim, aos conceitos de Conservação e Restauro Patrimonial. O resultado é, sob todos estes pontos de vista, valioso para um melhor conhecimento da História de Lisboa." Vitor Serrão, Professor Catedrático da Universidade de Lisboa

A AUTORA

ALEXANDRA DE CARVALHO ANTUNES (Lisboa, 1971) é investigadora do ARTIS-IHA da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e do GeoBioTec da Universidade de Aveiro. É doutora em Arquitectura e mestre em Arte, Património e Restauro. A sua actividade profissional abrange investigação, docência, estudos, projectos e intervenções, nos domínios: História da Arquitectura e da Construção; História Social; Caracterização de Materiais; Patologia e Conservação de Monumentos e Edifícios Históricos. É autora de: . O Palácio Anjos e a Arquitectura de Veraneio em Algés (CMO, 2004); . O veraneio da família Anjos: Diário de Maria Leonor Anjos (1885-1887) (CMO, 2007); . "O cais da Praça do Comércio e as suas colunas: transformação e valor patrimonial" (revista ROSSIO – Estudos de Lisboa, n.º 3, 2014, p. 128-143); . "The environmental factors impact on the conservation of an historic marine quay - a baseline study" (Environmental Science and Pollution Research 22(12), p. 9563- 9569, 2015); . "Characterization of Lime Mortars from an 18th Century River Tagus Quay (Lisbon, Portugal)" (International Journal of Conservation Science, 4 (special issue), p. 515- 524, 2013).

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CAIS DA PEDRA E CAIS REAL. Planos Joaninos para a Marinha de Lisboa

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Dimensões: 15 x 23 cm

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